A passagem da canadense Zex por terras brasilienses foi curta, porém o suficiente para deixar saudade. Contando com a simpatia dos integrantes (incluindo o título unânime de baixista mais carismático de todos os tempos para Gab Hole), o grupo fez um show energizante na Semente Cia de Teatro, localizada no bairro Gama no último dia 13. Eis uma data memorável para todos que fizeram parte do rolê.
Barbara Steel e Gab Hole (Acervo Manolo)
Como anunciado nesse post, o local também foi palco das bandas Os Maltrapilhos, Besthöven, Massacre Divine e Dögbite, sendo a última a mais nova em atividade (e já com uma das performances mais elogiadas pelo público). O projeto Massacre Divine, formado por integrantes da ZEX em parceria com o experiente Fofão (Besthöven), fez apresentação única no Brasil - outro detalhe exclusivo do show.
Público "pogou" e curtiu todas as apresentações da noite (Acervo Manolo)
Os Maltrapilhos Punk Rock - presentes na cena punk do DF desde 1994
Punk rock ceilandense bem representado na GIG (Acervo Manolo)
Moacyr "Moa" Alcântara (Acervo Manolo)
Em um espaço aconchegante e de excelente acústica (localizado em frente ao clássico Galpãozinho, tradicional ponto de encontro punk na satélite), os grupos puderam mandar seus sons para pouco mais de cem pagantes.
Músicos da cena PUNK/HC do DF se reuniram para um evento pacífico
A "porta" da Semente Cia de Teatro serviu de concentração e área de descanso para os pagantes (Acervo Manolo)
Misto de xadrez, coturno, suspensórios e jacos de couro no ambiente (Acervo Manolo)
Uma observação sobre o valor de entrada: há quem reclame de desembolsar vinte conto num show punk, mas olha, nós fizemos QUESTÃO de pagar justamente por saber o rala necessário para tornar um evento realidade. Há aluguel de espaço, equipamentos de som, iluminação, segurança AND horas de dores de cabeça resolvendo detalhes, imprevistos e contratempos QUE SEMPRE ROLAM. Fora que os organizadores trouxeram uma atração "da gringa", um quesito a mais que justifica o ingresso. Por isso, aos que se queixaram do preço, saibam que R$20 foi POUCO diante de tanta trabalheira que deu certo no final. Quem perdeu não sabe o quanto foi foda! Até mesmo a Sapa e o Wilton, que não são punks, ficaram satisfeitos com o resultado e curtiram as performances.
E batemos novamente na tecla da importância da interação dos alternativos na cultura underground no DF. Todos reclamam que nunca rola "nada" por aqui, mas quando um rolê é confirmado surgem todos os tipos de desculpas: distância, horário, valor... #eikepreguiça
Esperamos que nos próximos haja mais consciência da parte da galera, pois quem arranja grana pra fumar maconha ou encher a cara na praça todo fim de semana com certeza arruma para garantir sua entrada em uma GIG boa #fikdik HAHAHAHA!
Barbara e Gretchen Steel se sentiram muito bem recebidos pelos brasileiros (Acervo Manolo)
Além do help na bilheteria e uns giros de fotos pelo pico, entrevistamos a banda ZEX (assim como a simpaticíssima Márcia Räw Punk), e batemos um papo com a equipe da cia de teatro responsável pelo ambiente; ou seja, o rolê rendeu muito mais do que o esperado e fortaleceu elos para futuras parcerias.
Os canadenses curtiram os shows de todas as bandas brasilienses (Acervo Manolo)
Apresentação da novata Dögbite empolgou o público punk e Oi! (Acervo Manolo)
Márcia e Ananda (Acervo Manolo)
Outro fator que agregou valor ao camarote foi o fato de nenhuma treta ter rolado. Infelizmente confusão é algo comum no circuito punk rocker, e graças ao bom senso dos presentes, que foram realmente dispostos a SE DIVERTIR - e não para causar-, foi comprovado que é possível manter a civilidade na cena. Representantes dos segmentos street, anarco, Oi!, räw e Antifa conviveram pacificamente e assim contribuíram para a realização de um rolê inesquecível!
Fofão (Acervo Manolo)
Ambiente reuniu diferentes gerações do punk DF (Acervo Manolo)
Faroeste Manolo por Faroeste Manolo
Yuri Formiga, batera das bandas Suicídio Coletivo e Dögbite (Acervo Manolo)
Fofão (Acervo Manolo)
Colhemos opinião de alguns presentes e houve consenso: a qualidade das bandas foi o ponto alto do evento. Boa parte não conhecia o som da ZEX e saiu surpreso com a animação contagiante do grupo. O bacana é que mesmo tendo uma atração principal, todas as outras receberam elogios. A tradicional Os Maltrapilhos (since 1994) tirou muitos de casa, enquanto Dögbite foi uma das mais esperadas. Besthöven provou possuir público fiel, que fez coro em algumas músicas.
Galera do fundão do show (Acervo Manolo)
Os Maltrapilhos (Acervo Manolo)
Bike complementou decoração do ambiente (Acervo Manolo)
Já a falta de bar aberto no teatro e também nas redondezas foi alvo de reclamação de boa parte do público hahahah. Apenas no fim das apresentações um senhorzinho brotou na porta com seu carrinho de bira e fez a alegria da galera. Os que declararam não beber aprovaram a ausência de bares na região, pois temiam brigas motivadas pelo consumo do álcool. Sobre o assunto o blog não pode se manifestar, pois nunca andamos desprevenidas *tá?querida* HAHAH o/.
Márcia conferindo a performance do amigo Moa (Acervo Manolo)
Entre o mosh e o pogo (Acervo Manolo)
O saldo foi positivo desde o começo. As bandas foram pontuais, o espaço foi entregue aos responsáveis em boas condições, a interação do público nos shows foi incrível e tirando o fator ausência de bar, todos saíram satisfeitos e ansiosos pela próxima GIG.
Massacre Divine é um projeto do músico Fofão com integrantes da banda ZEX (Acervo Manolo)
Inúmeros itens estavam à disposição do público (Acervo Manolo)
O clima descontraído permitiu uma GIG pacífica (Acervo Manolo)
Miguxos em momento de pausa nos bastidores (Acervo Manolo)
Materiais clássicos estavam à venda ao lado do palco
Para os amantes da cultura punk, foi um verdadeiro deleite presenciar tantas bandas fodidas e ainda ter a oportunidade de comprar patches, bottons, CDs e camisetas em um só lugar. Parabéns a TODOS os envolvidos e que a Pure Filth Buttons Produções traga mais rolês desse porte para a cena do DF.
Como a Sapa adiantou nas redes sociais, nesta semana contaremos tudo que rolou nos bastidores da gig ZEX + Dögbite, Os Maltrapilhos, Besthöven e Massacre Divine - realizada sábado (13) no Gama (DF).
A produção contou com figuras conhecidas do circuito underground da capital, dentre elas o punk rocker Moacyr Alcântara, os irmãos Bruno e Yuri Formiga (do estúdio Formiguero), rapaziada da MTP Produções e integrantes das bandas participantes, como o Márcio Vinícius da ceilandense Os Maltrapilhos.
Show punk que se preze é movido por ações colaborativas, em que cada um faz sua parte para contribuir como pode. Felizmente o público veio disposto a se divertir e, oremos, NÃO ROLOU NENHUMA TRETA (já respondendo à pergunta mais comum haha). O espaço agradou a todos os presentes, ou seja, quem não pôde ir perdeu um evento de primeira linha que há muito não se via na cena brasiliense #cry.
Inclusive aproveito para agradecer e parabenizar a equipe da Semente Cia de Teatro pela hospitalidade e cuidados com o local (de acústica incrível, a quem interessar possa). As instalações estavam em perfeitas condições e possibilitaram a agilidade na produção.
Para adiantar, algumas imagens do evento:
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Apresentaremos também um bate papo exclusivo com a querida Márcia Miranda (ou Márcia Räw Punk), líder da extinta Luta Armada e vulgo "Rainha do Punk", haha.
Ela abriu o verbo sobre a realidade da cena punk brasileira e contou curiosidades de sua história de vida. Entrevista im-per-dí-vel, fiquem de olho *.*.
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Como se pode perceber, a dinâmica dos bastidores rolou no clima da camaradagem. Enquanto o processo de edição das fotos não se conclui, fiquemos com essa breve "palhinha" do que rolou:
Nos encontramos no post completo (ainda nesta semana)? <3
E chegamos ao fim do recesso prolongado do blog, manolos! Como foram as férias? Supimpa? Prontos para mais um ano que promete ser tão difícil quanto o passado? Hahaha!
E o post estreante de 2016 é de uma cobertura que fiz no CCBB Brasília. Trata-se da exposição Comciência, obra da artista australiana Patrícia Piccinini.
A mostra apresenta criaturas feitas de silicone e fibras de vidro, nos passando um realismo inacreditável e honestamente inesquecível.
Espero que curtam as fotos, pois estou apaixonada pelo trabalho da expositora!
Arquivo Manolo
Os bonecos são feitos com tamanha perfeição que é impossível passar ileso ao seu efeito.
A delicadeza na técnica desenvolvida pela artista é tão impecável que você sente vontade de abraçar todas aquelas criaturinhas - e não soltar nunca mais <3. Puro amor!
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Arquivo Manolo
Por ser derivada de pesquisas biotecnológicas, a ideia transmitida é de uma mutação genética que remete à evolução. Algumas pessoas têm receio de visitar a mostra por julgarem a ideia grotesca, porém recomendo que reconsiderem, pois é raro ver de perto uma criação desse nível. Tipo de passeio cultural que vale a pena e encanta pela riqueza de detalhes. Se você tiver a oportunidade de ir, PORFA corra pra lá!
Faroeste Manolo é um portal de variedades e comportamento voltado para o público underground. Aqui distribuímos arte, poesia, tutoriais, apoio à causa LGBT, resenhas, textos autorais e entrevistas com bandas alternativas. Também separamos um espaço para bobagens de cada dia. Não toleramos discriminações sexuais, religiosas, raciais ou sociais. Ou seja, qualquer pessoa de atitude e mente aberta é bem-vinda.
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Desastre personificado que sonha em viver de escrita, cigarro e bons drinks. Geminiana com ascendente em Gêmeos. Admiradora AND crítica ferrenha do tio caos. Fascinada por ocultismo, História e política. Prolixa, melhor amiga do sarcasmo, adora Seinfeld como se fosse religião e mesmo assim, se contenta com pouco para ser feliz. Um pouco de tudo e muito do nada. E nada demais.
Espírita, filha da Terra e introspectiva. Aprendeu a se virar sozinha e a lidar com adversidades sem perder a ternura. Apaixonada por coturnos, jaquetas, sneakers e tudo relacionado à moda alternativa. Curte fotografia, cinema e claro, roda de amigos com cervejinha. Underground de carteirinha. Do tipo sem frescuras, que se diverte em qualquer ocasião. Prestes a se tornar uma mamãe do metal.
Vulgo Sapa. Apesar de pertencer a duas minorias, prefere não se envolver em polêmicas. Acolhe suas angústias na necessidade do equilíbrio, o eterno dilema libriano. Coração espírita encantado pela paz que só encontrou no terreiro. Louca por filmes, séries e livros. Se apega a personagens como se fossem parte de sua vida. Romântica level “chora até em comercial”.